Qual a previsão do tempo para o (pré) conceito?

O que movimentou as redes sociais nesta sexta-feira(03/07), foram os comentários pra lá de preconceituosos na página do JN(Jornal Nacional), num ataque a Jornalista negra(negra sim!) Maria Julia Coutinho, ou melhor, a Maju, como é conhecida. E desde quando existe uma regra, ou norma que determine que jornalistas são BRANCOS? Quer dizer que mulher negra só pode ser doméstica, é? Ao ler tais comentários, imaginamos que tipo de pessoas são estas, e em que mundo habitam. Será que vivem na nossa sociedade brasileira, negra por descendência e herança dos antepassados? Ou vivem no país do algodão doce?

Ninguém pense que NÃO é negão ou negona só porque tem a pele mais clarinha, não! O brasileiro é um mistureba de índios, negros, e europeus. Não se iludam, heim?! somos todos negros.  Preconceito é a coisa mais trash nos dias atuais, assim como era em tempos passados, e independe, se é de cor, de etnia, sexualidade. Me espanta e sinto vergonha alheia quando percebo em pleno século 21, que ainda existam pessoas com mentes tão fechadas, e atrasadas.

Falar sobre preconceito no dia de hoje, é correr o risco de ser redundante, e repetir as palavras de indignação que povoam timelines no face; que fizeram hastags subirem meteoricamente, e também viralizaram vídeos de apoio à Maju. Que este fato desagradável, desperte em nós um verdadeiro espírito de igualdade, e que toda essa indignação em relação a agressão cometida contra a jornalista negra, da Rede Globo; também seja a indignação que nos faz sair em defesa dos inúmeros negros e negras anônimos espalhados pelo Brasil e pelo mundo, que são excluídos, humilhados e agredidos por palavras e ações, diariamente; e que não seja apenas uma onda momentânea pelo fato de ser ela, uma pessoa com o rosto na mídia.

Após o ocorrido, em uma declaração super pé no chão, a própria jornalista disse que não se espanta com atos preconceituosos iguais a estes, e que as pessoas pensaram que ela estaria nos bastidores chorando; mas a realidade é outra porque o preconceito existe, sim; e afirmou que medidas legais precisam ser tomadas para punir os culpados, e coibir  discursos de preconceito, ódio e exclusão para que não se propagem. Valeu, Maju!

Ah, quem nos dera ter nas veias o sangue forte e lutador de Zumbi dos Palmares…

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